Olá meus amores!!!!

Hoje eu vim pra falar de um livro que em especial eu gosto muito :) Laços Inseparáveis, de Emily Giffin. O livro fala de Marian Caldwell uma produtora de televisão de 36 anos, que vive seu sonho na cidade de Nova York. Com uma carreira promissora e um relacionamento estável, ela convence a todos, até si mesma, de que sua vida está do jeito que ela quer. No entanto, certa noite, Marian atende a porta... e encontra Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensava ter se resolvido para sempre. Desde o momento que Kirby aparece em sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua real identidade — é investigado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de uma paixão adolescente que ameaça tudo que a define.
Para a precoce e determinada Kirby, o encontro estimulará um processo de descoberta que fará acelerar seu amadurecimento para a fase adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro por meio de uma visão sábia e doce. Conforme as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma reconhecerá que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos nos encontrar — um lugar que tentamos esquecer, mas do qual o coração se lembra eternamente.

Resenha do livro:

Laços Inseparáveis traz uma história emocionante. Toda a obra é realmente maravilhosa – desde seus personagens, até seus diálogos e a forma como a autora intercalou os capítulos (narrados por Marian e Kirby). É daquelas histórias que te faze rir chorando; que tocam o mais duro dos corações; que mostra a beleza de uma vida imperfeita; as falhas e frustrações de seres humanos que fizeram escolhas erradas... E se arrependeram. 

Marian é uma produtora de tv bem sucedida e não poderia estar melhor; com um namorado rico (e que ‘aparentemente’ também a ama) ela sabe muito bem administrar sua vida – deixando o passado ‘quase esquecido’.

Kirby é uma jovem adotada. Agora, com 18 anos, ela resolve encontrar sua família biológica; encontrar algumas respostas para as perguntas que ela se fizera ao longo de sua vida. 

E é quando, num dia em que tudo parecia estar dando errado na vida de Marian, Kirby bate em sua porta, e ela descobre que seu passado não poderia ser jogado de lado. Mãe e filha se veem frente a frente, travando uma batalha interna e tentando quebrar o gelo de 18 anos de separação.

Como tudo na vida é uma questão de escolhas, Kirby quer saber todos os porquês que a atormentaram durante anos. Enquanto Marian luta ferozmente para manter o passado mais longe, as duas embarcam em uma aventura de autodescoberta e percebem que talvez a frase que mais faz sentido nas suas vidas é: O lugar ao qual pertencemos é onde menos esperamos nos encontrar.

O livro traz questões ‘cotidianas’ como adoção, relacionamento adolescente com os pais, amor, sexo; enfim, todo o cenário é composto por coisas básicas que não estão longe da nossa realidade. Emily Giffin soube trazer essa realidade para a obra sem perder a essência ou artificializar demais os assuntos abordados. Tudo é muito palpável e próximo – e o fato da autora ter dado ambas as perspectivas (intercalando capítulos entre Marian e Kirby) aproxima o leitor da realidade contida no livro.

Para mim, o ponto mais forte são os personagens. Eles são tão imperfeitos! E sabem disso. Melhor, reconhecem isso e à medida que tudo vai acontecendo, percebem que escolhas trazem consequências e cedo ou tarde elas baterão à sua porta e exigirão mudanças bruscas em sua vida. 

Marian foi de longe a personagem mais encantadora; não por se tornar perfeita, mas por evoluir continuamente e aprender a encarar as consequências de escolhas erradas; por continuar sendo imperfeita – mas sabendo que mesmo que difíceis, as decisões corretas sempre te levarão ao melhor final, sempre. Kirby me deixou intrigado principalmente pela audácia e determinação; ao mesmo tempo que consegue ser ‘durona’, ela é sensível e por mais ‘dificuldades adolescentes e blá blá blá’ que ela teve (e sim, ela é bem típica, às vezes chata e tudo mais) ela consegue encantar o leitor com seu jeitinho de encarar o mundo. Enfrentar barreiras e buscar suas próprias convicções – e isso implica naquilo de quebrar à cara para aprender.

E acho que foi essa a maior lição que eu pude tirar desta história: quebrar à cara para aprender. Que em algum momento da sua vida, você vai fazer escolhas erradas; e principalmente, vai aprender com elas. É meio um ‘é vivendo que se aprende a viver’ em 445 páginas. É tão incrível! Todas as emoções que Emily consegue passar através da história. As cenas são muito bem elaboradas e pensadas e cada coisa acontece por vez. Nada é corrido e o felizes para sempre é um tanto quanto diferente desses que se costuma a ler –por favor, eu quero uma continuação dessa história.

É uma história linda, real e perfeita – sendo imperfeita. 

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Espero que tenham gostado, e que leiam, Realmente vale a pena. 

Bjs e boa leitura pessoal :*

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